Olhar Aberto
Divagações de uma vida que procura a tranquilidade.
quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Manipulação no local de trabalho: quando o ambiente profissional se transforma num jogo psicológico
segunda-feira, 19 de outubro de 2026
O karma é tramado
Há pessoas que fazem mal, magoam os outros, mentem com todos os dentes que têm na boca e, no fim, ainda se fazem de vítimas. E o mais engraçado é que continuam a vida como se nada fosse, convencidas de que são as maiores. E nós ficamos a pensar: «Então, e o karma? Perdeu-se pelo caminho?» Porque, sejamos honestos, há alturas em que só nos apetecia ver certas pessoas a provar do próprio veneno. Não é bonito, eu sei. Mas também não somos santos.
O problema é que o karma não trabalha por marcação. Às vezes, quem nos fez mal parece estar óptimo, enquanto somos nós que ficamos a apanhar os cacos e a tentar perceber o que raio aconteceu. Mas há uma coisa que temos de aprender: não podemos passar a vida à espera que os outros se lixem para finalmente ficarmos bem.
Às vezes, o karma é perder o acesso a alguém que esteve sempre lá. É perceber, tarde demais, que a paciência acabou, que a confiança se foi e que nem toda a gente está disponível para dar mais uma oportunidade. E isso também tem a sua piada.
Não precisamos de vinganças, indirectas ou grandes discursos. Há pessoas que simplesmente deixam de ter lugar na nossa vida. E seguimos em frente.
Até porque também não somos perfeitos. Todos já fizemos asneiras, magoámos alguém ou tivemos atitudes de que não nos orgulhamos. A diferença está em reconhecer os erros, em vez de arranjar desculpas para tudo.
Por isso, se acreditas no karma, acredita também que as tuas escolhas têm consequências. E, se alguém te fez mal e parece ter saído a ganhar, não fiques à espera que a vida lhe dê uma lição. Vai viver a tua porque o karma é lixado, mas perder tempo com quem não merece é ainda pior. E, no fim de contas, a melhor vingança é chegares a um ponto em que já nem queres saber se a outra pessoa se deu bem ou mal. Simplesmente já não te diz nada. E isso, meu amigo, é que é paz.
sábado, 26 de setembro de 2026
Quando falta a luz na aldeia
Na cidade, quando falta a luz, normalmente é uma questão de minutos até começarmos a ligar para alguém para perceber o que se passa. Na aldeia, a história pode ser um pouco diferente.
Há uns dias, estava em casa ao fim da tarde quando, de repente, tudo ficou às escuras. Primeiro pensei que fosse apenas em minha casa. Fui ao quadro eléctrico, confirmei que estava tudo bem e percebi que o problema era outro.
Olhei pela janela. As casas da rua estavam todas às escuras. O silêncio que se seguiu foi quase estranho. Sem televisões ligadas, sem luzes nas janelas e sem aquele ruído habitual dos aparelhos eléctricos, parecia que a aldeia tinha parado por alguns instantes. Peguei numa lanterna e saí para a rua. Não fui o único a ter a mesma ideia.
Pouco depois, já havia vizinhos à porta de casa. Uns perguntavam se alguém sabia o que tinha acontecido, outros brincavam com a situação. Houve até quem dissesse que, pelo menos, naquela noite ninguém ia ficar agarrado ao telemóvel. E, curiosamente, foi isso que acabou por acontecer. Como não havia televisão nem internet, ficámos ali fora a conversar.
Uma vizinha trouxe duas cadeiras. Outro vizinho apareceu com uma lanterna maior. Alguém comentou que já não se lembrava da última vez que tínhamos estado todos na rua simplesmente a conversar.
Falámos de coisas sem importância. Do tempo, das hortas, de um cão que andava desaparecido e até das obras que estavam previstas para uma estrada ali perto. Nada de extraordinário. Mas foi uma daquelas noites que ficam na memória.
Ao fim de algum tempo, a electricidade voltou. As luzes acenderam-se todas ao mesmo tempo e, quase imediatamente, cada pessoa começou a regressar a casa.
Foi curioso. Passámos bastante tempo a desejar que a luz voltasse e, quando voltou, pareceu que a conversa também tinha chegado ao fim.
Fiquei alguns minutos à porta, a pensar nisso. Vivemos rodeados de formas de nos mantermos ocupados e em contacto com os outros, mas basta faltar a electricidade para percebermos que, afinal, não precisamos de grande coisa para conversar. Às vezes, basta uma rua, algumas cadeiras e uma noite inesperadamente escura. E talvez seja uma das coisas de que mais gosto na vida numa aldeia: ainda há momentos em que uma pequena coisa que corre mal acaba por juntar toda a gente.
sábado, 19 de setembro de 2026
Estamos realmente sem tempo ou apenas demasiado distraídos?
Vivemos com a sensação permanente de que o dia não chega para tudo. Temos trabalho, compromissos, tarefas domésticas, mensagens por responder, compras para fazer, pessoas a quem dar atenção e, algures no meio de tudo isto, a promessa de que ainda deveríamos encontrar tempo para nós próprios.
“Não tenho tempo” tornou-se uma das frases mais comuns do nosso quotidiano.
Mas será que temos mesmo menos tempo do que antigamente? Ou estaremos, em parte, a confundir falta de tempo com falta de atenção?
A pergunta parece simples, mas a resposta é bastante mais complexa.
O dia continua a ter 24 horas e há uma coisa que não mudou: todos continuamos a dispor das mesmas 24 horas por dia. O que mudou foi a quantidade de coisas que conseguimos colocar dentro dessas 24 horas. O telemóvel tornou-se despertador, agenda, televisão, jornal, banco, máquina fotográfica, loja, mapa, caixa de correio e ferramenta de trabalho. Com poucos toques, podemos responder a alguém do outro lado do mundo, consultar as notícias, fazer uma compra ou começar a ver um vídeo. À primeira vista, isto deveria poupar-nos tempo. E, em muitos casos, poupa.
O problema é que a tecnologia não trouxe apenas rapidez. Trouxe também disponibilidade permanente. Estamos sempre contactáveis. Há sempre uma notificação por abrir, uma mensagem por responder, uma notícia nova, uma publicação para consultar ou um vídeo que promete ser interessante. O nosso tempo ficou mais eficiente, mas a nossa atenção ficou mais disputada.
A distracção não parece uma distracção. Uma das características mais curiosas da vida moderna é que muitas distracções parecem actividades perfeitamente legítimas. Pegamos no telemóvel “só para ver uma coisa” e, alguns minutos depois, estamos a ler comentários sobre um assunto que nem sequer procurávamos. Abrimos o computador para terminar um trabalho e, entretanto, verificamos o correio electrónico. Depois respondemos a uma mensagem. Vemos uma notícia. Voltamos ao trabalho. Surge uma notificação. Pegamos novamente no telemóvel. Nenhum destes momentos parece particularmente grave.
O problema está na soma. A nossa atenção vai sendo dividida em pequenas parcelas ao longo do dia. Quando finalmente temos algum tempo livre, estamos cansados — mas nem sempre descansados. Estar ocupado não é o mesmo que ser produtivo
Também podemos estar a cair numa armadilha: confundir actividade com produtividade. Responder rapidamente a mensagens, participar em reuniões, consultar constantemente o correio electrónico e saltar de uma tarefa para outra pode dar uma forte sensação de movimento. Mas estar permanentemente ocupado não significa necessariamente estar a avançar. Há dias em que fazemos dezenas de coisas e, ao chegar ao fim, sentimos que não fizemos aquilo que realmente importava. Talvez porque o nosso tempo tenha sido preenchido por pequenas urgências. As tarefas importantes, por outro lado, costumam exigir exactamente aquilo que temos cada vez mais dificuldade em proteger: atenção prolongada.
Ler um livro, aprender uma competência, escrever, pensar num problema difícil, conversar sem interrupções ou simplesmente não fazer nada exigem uma coisa que não aparece numa lista de tarefas: disponibilidade mental.
O descanso também mudou. Antigamente, esperar fazia parte da vida. Esperávamos pelo autocarro. Esperávamos numa fila. Esperávamos por alguém que estava atrasado. Esperávamos que um programa começasse na televisão. Hoje, qualquer momento vazio pode ser imediatamente preenchido. Esperamos pelo elevador? Pegamos no telemóvel. Estamos numa fila? Pegamos no telemóvel. Estamos sentados num café? Pegamos no telemóvel. Estamos na cama antes de dormir? Mais uma vez, o telemóvel.
O resultado é curioso: temos cada vez menos momentos verdadeiramente vazios. E talvez precisemos deles mais do que pensamos. O cérebro também precisa de pausas. Momentos sem estímulos constantes permitem-nos simplesmente descansar, observar, divagar e organizar pensamentos. Nem todo o tempo livre precisa de ser utilizado.
Porque sentimos que nunca chega?
A sensação de falta de tempo também pode nascer de expectativas demasiado elevadas. Queremos ter sucesso profissional, manter a casa organizada, fazer exercício, comer bem, acompanhar os amigos, estar presentes para a família, viajar, aprender coisas novas, ler, descansar e ainda ter tempo para hobbies. Em teoria, tudo parece possível. Na prática, tentar fazer tudo pode transformar a vida numa sucessão interminável de tarefas.
Há uma diferença importante entre ter pouco tempo e querer fazer mais coisas do que o tempo disponível permite. Nem sempre precisamos de organizar melhor a nossa agenda. Às vezes precisamos de aceitar que não podemos fazer tudo. Escolher implica deixar algumas coisas de fora.
Há ainda outro aspecto que merece atenção. Grande parte dos serviços digitais que utilizamos foi concebida para captar a nossa atenção e mantê-la durante o maior tempo possível. As notificações, as recomendações personalizadas, a reprodução automática e o conteúdo que nunca termina não são meros acidentes de design. A nossa atenção tem valor. Por isso, quando sentimos que estamos constantemente distraídos, não devemos interpretar isso apenas como uma falha pessoal de disciplina. Vivemos num ambiente em que existem inúmeras ferramentas e serviços a competir pela nossa atenção. Isso não significa que não tenhamos responsabilidade pelas nossas escolhas. Significa apenas que compreender o problema é mais útil do que simplesmente culparmo-nos por ele.
E se o problema não for a falta de tempo? Talvez uma das perguntas mais interessantes seja esta: Se amanhã tivéssemos mais duas horas disponíveis, o que faríamos com elas? Dormiríamos mais? Estaríamos com a família? Leríamos? Faríamos exercício? Ou passaríamos essas duas horas a responder a mensagens, consultar redes sociais e preencher novos espaços com novas tarefas? Se a resposta for a última, talvez o problema não seja exclusivamente a quantidade de tempo que temos. Pode ser a forma como o distribuímos.
Não é necessário abandonar o telemóvel, mudar de emprego ou viver como se estivéssemos desligados do mundo. Pequenas mudanças podem fazer diferença. Podemos começar por desligar algumas notificações. Podemos reservar determinados períodos para consultar o correio electrónico. Podemos deixar o telemóvel longe durante as refeições. Podemos estabelecer momentos do dia sem redes sociais. Também podemos recuperar uma actividade aparentemente inútil: não fazer nada. Sentar-nos alguns minutos sem procurar imediatamente alguma coisa para ver. Fazer uma caminhada sem ouvir um podcast. Tomar um café sem pegar no telemóvel. Esperar. São pequenas formas de lembrar ao cérebro que nem todos os segundos precisam de ser preenchidos.
Afinal, estamos sem tempo? Provavelmente, às vezes sim. Há períodos da vida em que as responsabilidades aumentam e o tempo disponível diminui de forma real. Ter filhos, cuidar de familiares, enfrentar dificuldades financeiras ou trabalhar muitas horas são situações que não se resolvem simplesmente com uma melhor gestão da agenda. Mas também parece existir outra realidade: podemos ter mais ferramentas para poupar tempo e, simultaneamente, sentir que temos menos tempo. Talvez porque o problema não esteja apenas no relógio. Esteja também na nossa atenção.
Vivemos numa época em que nunca foi tão fácil preencher cada minuto. E talvez uma das competências mais importantes do futuro seja precisamente aprender a deixar alguns minutos por preencher. Porque ter tempo não significa apenas ter horas disponíveis. Significa também conseguir estar verdadeiramente presente nas horas que temos.
terça-feira, 15 de setembro de 2026
A importância de cuidar da saúde mental
A saúde mental é uma parte fundamental do nosso bem-estar e influencia a forma como pensamos, sentimos e lidamos com as diferentes situações do nosso dia-a-dia. Apesar de ser um tema cada vez mais falado, ainda existem muitas pessoas que têm dificuldade em reconhecer ou partilhar aquilo que estão a sentir.
A sociedade coloca-nos frequentemente perante muitas exigências. Espera-se que sejamos responsáveis, produtivas, sociáveis e capazes de ultrapassar qualquer dificuldade. No caso das mulheres, podem ainda existir expectativas relacionadas com a vida profissional, familiar e pessoal. Tentar corresponder a todas estas expectativas pode provocar stress, ansiedade e cansaço emocional.
Por isso, é importante perceber que cuidar da saúde mental deve fazer parte da nossa rotina. Ter tempo para descansar, dormir adequadamente, praticar actividade física, manter relações saudáveis e encontrar momentos de lazer são alguns exemplos de hábitos que podem contribuir para o nosso equilíbrio emocional.
Outro aspecto essencial é aprender a reconhecer os nossos limites. Não podemos estar sempre disponíveis para os outros nem resolver todos os problemas ao mesmo tempo. Saber dizer “não”, afastarmo-nos de situações que nos fazem mal e reservar algum tempo para nós próprias são atitudes importantes.
É igualmente fundamental combater a ideia de que pedir ajuda representa fraqueza. Quando uma dificuldade emocional começa a interferir com a nossa vida, procurar um profissional de saúde pode ser uma decisão responsável e importante. Não devemos esperar que o problema se torne insuportável para procurar apoio.
Cuidar da saúde mental é, portanto, uma forma de cuidarmos de nós próprias e de melhorarmos a nossa qualidade de vida. Não significa evitar todos os problemas ou estar sempre bem, mas aprender a lidar com aquilo que sentimos e reconhecer quando precisamos de ajuda.
Num mundo cada vez mais rápido e exigente, talvez uma das maiores formas de autocuidado seja simplesmente parar, respirar e prestar atenção àquilo que estamos a sentir. Porque a nossa saúde mental merece ser cuidada todos os dias.
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Dias de chuva: aborrecimento ou conforto?
Confesso que nem sempre gosto de dias de chuva. Quando acordo e vejo o céu cinzento pela janela, a primeira coisa que penso é que preferia ficar na cama. A chuva torna tudo um pouco mais lento e, principalmente quando temos de sair de casa, pode ser bastante incómoda.
Mas, por outro lado, há qualquer coisa nos dias de chuva de que gosto. Quando não tenho de sair, gosto de ficar em casa, confortável, a ouvir o som da chuva lá fora. Parece que existe uma desculpa para abrandar e não fazer nada durante algumas horas.
Nesses dias, sabe-me bem preparar um chá, ler um livro, ouvir música ou simplesmente ficar no sofá. Até coisas simples, como estar debaixo de uma manta enquanto chove lá fora, parecem muito mais agradáveis.
Também gosto da sensação de tranquilidade que a chuva transmite. A vida parece ficar mais calma e há menos aquela sensação de estarmos sempre com pressa para fazer alguma coisa.
É claro que há dias em que a chuva aparece precisamente quando temos planos ou quando precisamos de sair. Nesses momentos, confesso que não acho muita piada. Mas quando posso escolher ficar em casa, consigo aproveitar muito mais.
Por isso, acho que os dias de chuva dependem muito da situação. Se tiver de sair cedo, provavelmente vou preferir um dia de sol. Mas se puder ficar em casa sem preocupações, uma tarde de chuva pode ser exatamente aquilo de que preciso.
No fundo, talvez a chuva nos lembre de que também precisamos de dias mais tranquilos. Nem sempre temos de estar ocupados. Às vezes, sabe bem simplesmente parar, ouvir a chuva e aproveitar o momento.
sábado, 25 de julho de 2026
Quando um grupo de mães deixa de ser um porto seguro
Ser mãe pela primeira vez é embarcar numa viagem sem mapa. Entre noites mal dormidas, dúvidas constantes e uma avalanche de emoções, muitas mulheres procuram apoio em grupos de mães. A promessa é simples: encontrar compreensão, partilhar experiências e sentir que não estamos sozinhas.
Foi exactamente isso que fiz.
No início, aquele grupo parecia um verdadeiro refúgio. Havia sempre alguém disposto a responder a uma pergunta, a dar uma palavra de incentivo ou a contar uma história semelhante. Criavam-se amizades, trocavam-se mensagens diariamente e acreditava-se que aquele era um espaço seguro, onde todas remavam para o mesmo lado.
Mas, com o passar do tempo, comecei a perceber que nem tudo era tão genuíno como parecia.
Como em qualquer grupo, existiam aspectos muito positivos. Aprendi imenso sobre maternidade, descobri soluções para pequenas dificuldades do dia-a-dia e encontrei mães que enfrentavam exactamente os mesmos receios que eu. Saber que não era a única a sentir-me perdida foi, durante algum tempo, reconfortante.
No entanto, também havia o outro lado.
As diferenças de opinião rapidamente se transformavam em críticas. Algumas mães julgavam escolhas que eram puramente pessoais, desde a alimentação ao sono dos bebés, passando pela forma de educar. A empatia começava a dar lugar à competição silenciosa: quem fazia melhor, quem sabia mais, quem era a "mãe perfeita".
O momento que mais me desiludiu aconteceu quando uma das mães decidiu abandonar o grupo. Em vez de respeitarem a sua decisão, algumas pessoas que até então pareciam grandes amigas começaram a fazer comentários desagradáveis, mal educados e completamente desnecessários sobre ela. Aquela mudança de atitude foi um choque. Bastou alguém virar costas para que surgissem críticas, insinuações e até piadas de mau gosto.
Foi aí que percebi que aquele ambiente já não era saudável.
Se eram capazes de falar assim de alguém que já não estava presente, provavelmente também o fariam sobre qualquer outra pessoa. Inclusive sobre mim.
Nessa altura tive de fazer uma escolha: alimentar a revolta ou simplesmente ignorar.
Optei pela segunda hipótese.
Nem sempre é fácil ignorar comentários injustos ou atitudes mesquinhas, sobretudo numa fase da vida em que a sensibilidade está à flor da pele. Mas aprendi que nem todas as batalhas merecem a nossa energia. Há pessoas que vivem do conflito e da necessidade de apontar o dedo aos outros. Eu não queria fazer parte disso.
Afastei-me emocionalmente daquele ambiente, deixei de dar importância às conversas tóxicas e concentrei-me no que realmente importava: o meu bebé, a minha família e a minha paz.
Hoje olho para trás sem arrependimentos. Os grupos de mães podem ser uma excelente ferramenta de apoio quando existe respeito, empatia e entreajuda. Mas também podem tornar-se espaços de julgamento, onde a crítica substitui a solidariedade.
A maternidade já é suficientemente desafiante para ainda carregarmos o peso da opinião de quem escolhe diminuir os outros.
Aprendi que nem todas as pessoas que sorriem são amigas e que o silêncio, muitas vezes, é a resposta mais inteligente. Ignorar a negatividade não é sinal de fraqueza; é uma forma de proteger a nossa saúde mental e de escolher viver a maternidade com mais serenidade.
No fim de contas, a única aprovação de que uma mãe realmente precisa é a consciência tranquila de estar a fazer o melhor que consegue pelo seu filho.
Manipulação no local de trabalho: quando o ambiente profissional se transforma num jogo psicológico
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