O tempo não pede licença. Um dia acordas e estás a tentar perceber como é que já passou outra década. As manhãs arrastam-se como moluscos, mas os anos… esses desaparecem como se tivessem um contrato secreto com o universo para nos fazer sentir sempre atrasados.
Sopras as velas do último aniversário e, puff, já estás a olhar para o próximo, a perguntar-te se alguém não terá enganado o calendário. Os cafés acabam antes de serem bebidos, os dias úteis parecem maratonas invisíveis e os fins de semana… bem, os fins de semana evaporam antes de conseguires dizer “brunch”.
Resumindo: o tempo não só corre, como ainda te pisa os calcanhares, ri de ti e publica stories sem pedir autorização. A única solução é rir também — porque se o tempo é um velocista, nós só podemos ser espectadores… e talvez, muito ocasionalmente, tropeçar na meta.
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